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Tratamentos estéticos no pós-parto: o que pode?

Saiba quais são os tratamentos estéticos liberados no pós-parto e os que você deve evitar

Cerca de 80% das mulheres passam por problemas de flacidez, manchas na pele e estrias após o período de gravidez. Contudo, o pós-parto exige aproximadamente quarenta semanas de restrições na rotina e novos cuidados. Neste cenário fica a dúvida: posso fazer tratamentos estéticos logo após ter um bebê?

De acordo com a especialista Renata Guidi – pesquisadora e fisioterapeuta dermatofuncional da Ibramed – alguns tratamentos corporais já podem ser realizados pelas mamães após 30 ou 40 dias do parto; já para os tratamentos faciais não há restrição de tempo.

A especialista aponta os tratamentos estéticos que podem ser feitos após a gravidez. Veja:

 

Flacidez facial (liberado com cautela)

A radiofrequência é uma técnica bastante utilizada no tratamento da flacidez da pele do rosto e do corpo, porém deve ser utilizada com cautela durante esse período.  O equipamento gera um calor intenso, o que em algumas pessoas pode gerar tensão, prejudicando a produção do leite materno. A dica é evitar esse tratamento durante o período de amamentação e procurar outras técnicas que possibilitem resultados também eficazes. Como a estimulação por microcorrente, que é indicada para o tratamento da flacidez de pele e traz ótimos resultados, sem causar desconforto ou qualquer tensão na paciente.

Gordura localizada e celulite (liberado)

Sessões com ultrassom terapêutico de alta potência associado à Corrente Aussie são confortáveis e apresentam excelentes resultados no tratamento da gordura localizada e celulite, associado a tonificação muscular ou drenagem linfática. A radiofrequência também pode ajudar neste propósito, mas com cautela.

Renata também alerta sobre o que evitar quando o assunto é fazer tratamentos estéticos no pós-parto.

 Tratamento para as estrias (evitar)

No caso das estrias, os tratamentos estéticos que apresentam melhores resultados envolvem procedimentos minimamente invasivos que utilizam agulhas, como a técnica de carboxiterapia e o eletrolifting. Contudo, eles não são adequados para mulheres no período de lactação, em especial a carboxiterapia, que pode promover alteração de sensibilidade, edema e certo desconforto local. “Além disso, por se tratarem de procedimentos com agulhas podem causar ansiedade, tensão e um certo grau de estresse, podendo interferir nas taxas de liberação hormonal, como da prolactina, que tem a função de estimular a produção do leite materno”, explica a profissional.